Flexibilização legal da restinga ameaça proteção do litoral contra extremos climáticos, alertam pesquisadores

Um grupo de pesquisadores brasileiros publicou um alerta contundente sobre o risco de colapso do ecossistema de restinga no litoral do país. Em artigo recém-publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências, os cientistas apontam que uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afrouxou severamente as regras de proteção ambiental. Segundo o texto, a medida abre precedentes perigosos para o avanço da ocupação imobiliária desordenada sobre uma barreira natural essencial contra desastres climáticos.

Desigualdade social dita quem consegue combater o fogo no Pantanal, revela estudo

Um estudo recém-publicado na revista científica Journal of Pyrogeography revela que a desigualdade social, e não apenas a intensidade do fogo, dita como as populações do Pantanal enfrentam os incêndios florestais. A pesquisa, realizada por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e outras instituições do Brasil, Portugal, Reino Unido e Austrália, comprova que o poder econômico determina a capacidade de resposta ao desastre, evidenciando que políticas públicas genéricas são ineficazes e precisam ser urgentemente adaptadas à realidade socioeconômica de cada comunidade local.

Desastre de Mariana: rejeitos de mineração impõem “filtro ambiental” na bacia do Rio Doce

Dez anos após o rompimento da barragem da Samarco em Bento Rodrigues, no distrito de Mariana (MG), as florestas ribeirinhas ao longo do Rio Doce ainda apresentam sinais profundos de desequilíbrio ecológico. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado na revista científica Plant Ecology, revela que a deposição de rejeitos alterou drasticamente a estrutura dessa vegetação. O impacto não se limitou à perda de árvores, mas gerou uma desarticulação duradoura nas estratégias de sobrevivência das espécies e da capacidade destas florestas em se regenerar naturalmente.

Sob pressão climática, Amazônia muda sua estratégia para sobreviver à seca, indica estudo

Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Oxford, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) revela que a Floresta Amazônica vem mudando seu funcionamento nas últimas quatro décadas. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira (4/2), indica que a vegetação está se tornando mais tolerante à seca como resposta direta ao aumento do calor e da escassez de água. Ao revelar esses sinais precoces de transformação, a ciência ajuda a antecipar riscos e orientar ações de conservação para evitar perdas irreversíveis na maior floresta tropical do planeta.

Mineração na Serra do Espinhaço ameaça abastecimento de água, produção de energia e biodiversidade, revelam pesquisadores

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) revela que a expansão descontrolada da mineração na Serra do Espinhaço ameaça diretamente serviços ecossistêmicos essenciais. O estudo científico, que contou com a participação do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), aponta que projetos em estágio avançado ou em planejamento visam áreas estratégicas para a conservação ambiental.

Estudo aponta “Direitos da Natureza” como caminho para blindar litoral brasileiro contra ameaças climáticas e políticas

Diante das ameaças crescentes causadas pelas mudanças climáticas e pela expansão urbana desordenada, um novo artigo científico apresenta uma solução inovadora para o litoral do país. Publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, o estudo defende que reconhecer os ecossistemas costeiros como sujeitos de direitos é uma ferramenta poderosa para fortalecer a governança ambiental e a resiliência dessas áreas.

Estudo propõe estratégia nacional para mitigar impactos de espécies invasoras na biodiversidade brasileira

Um novo artigo científico, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, apresenta um diagnóstico crítico e um plano de ação para a gestão de espécies exóticas invasoras no Brasil. O estudo alerta que, em um país megadiverso, a ausência de uma estratégia unificada frente a essa ameaça biológica compromete não apenas o patrimônio natural, como também impõe riscos severos à estabilidade econômica e à saúde pública nacional.

Árvore da Mata Atlântica resiste a calor extremo e a solo com rejeitos de mineração, aponta estudo

Uma árvore nativa da Mata Atlântica demonstrou capacidade incomum de sobreviver e se desenvolver em solos contaminados por rejeitos de mineração e sob calor extremo, revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade de Oxford e do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI). A espécie, conhecida popularmente como pitanga-preta e cientificamente como Eugenia florida, manteve alta eficiência fotossintética e ajustou seu metabolismo em áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG), que afetou diretamente a bacia do Rio Doce.

Mariana, 10 anos depois: em carta, cientistas apontam "estado crônico de degradação" na Bacia do Rio Doce

Nesta quinta-feira (27/11), cientistas do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) publicaram a carta “Alerta científico sobre a Bacia do Rio Doce: evidências e ações urgentes para a restauração ambiental, conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos”. O documento reúne evidências produzidas por um amplo programa de pesquisa e sustenta que os serviços ecossistêmicos, como provisão de água, pesca e produção de alimentos, continuam gravemente ameaçados, dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), afetando diretamente comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais.​​

Rejeitos de mineração e mudanças climáticas alteram ação de minhocas e travam regeneração florestal na Bacia do Rio Doce, revela estudo

Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), considerado o maior desastre da mineração mundial, ecos do impacto ambiental ainda moldam a bacia do Rio Doce. Um estudo pioneiro, publicado na revista Biological Invasions, evidencia que os rejeitos de mineração, aliados às mudanças nos padrões de chuva, têm alterado as comunidades de minhocas, fundamentais para a saúde do solo, comprometendo a regeneração natural das florestas tropicais.