Desastre de Mariana: rejeitos de mineração impõem “filtro ambiental” na bacia do Rio Doce
Dez anos após o rompimento da barragem da Samarco em Bento Rodrigues, no distrito de Mariana (MG), as florestas ribeirinhas ao longo do Rio Doce ainda apresentam sinais profundos de desequilíbrio ecológico. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado na revista científica Plant Ecology, revela que a deposição de rejeitos alterou drasticamente a estrutura dessa vegetação. O impacto não se limitou à perda de árvores, mas gerou uma desarticulação duradoura nas estratégias de sobrevivência das espécies e da capacidade destas florestas em se regenerar naturalmente.