Textos publicados

Textos desenvolvidos a partir de apuração rigorosa, entrevistas e pesquisa jornalística.

Montanhas brasileiras emitem alerta sobre lentidão na resposta às mudanças climáticas

As mudanças climáticas estão redesenhando as paisagens das montanhas brasileiras, mas a biodiversidade local parece não acompanhar esse ritmo. Um estudo publicado na revista científica Ecography, produzido por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI), University of London e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revela que a vegetação de campo rupestre na Cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais, exibe sinais claros de estresse após quatro décadas de aquecimento contínuo. A pesquisa alerta que, embora novos ambientes estejam surgindo devido ao aumento da aridez, as espécies enfrentam uma "inércia funcional" que compromete sua sobrevivência.

Mudanças climáticas ameaçam reduzir em 38% área para apicultura na Bacia do Rio Doce até 2050, aponta estudo

Uma cooperação científica entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e o Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) revelou que mudanças climáticas futuras podem levar a uma redução de 38% na área climaticamente adequada para a abelha Apis mellifera na Bacia hidrográfica do Rio Doce. O estudo, intitulado “Projected Climate‐Suitable Area for Apis mellifera (Apidae) and Its Spatial Overlap With a Mining Tailings Footprint in South‐East Brazil”, analisou o impacto do aquecimento global em paralelo às áreas afetadas pelo rejeito de mineração do rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em 2015.

Capim-braquiária ameaça nascentes e favorece erosão e incêndios na Serra do Cipó

A expansão descontrolada do capim-braquiária (Urochloa decumbens) acendeu um alerta para a conservação da Serra do Cipó, em Minas Gerais. Um policy brief publicado pelo Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) nesta quinta-feira (12/03) revela que a gramínea africana, introduzida no Brasil para a pecuária, está invadindo campos naturais e sufocando a flora endêmica da região. O documento aponta que a integridade do ecossistema e a manutenção das nascentes estão sob risco direto.

Desastre de Mariana: rejeitos de mineração impõem “filtro ambiental” na bacia do Rio Doce

Dez anos após o rompimento da barragem da Samarco em Bento Rodrigues, no distrito de Mariana (MG), as florestas ribeirinhas ao longo do Rio Doce ainda apresentam sinais profundos de desequilíbrio ecológico. Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), publicado na revista científica Plant Ecology, revela que a deposição de rejeitos alterou drasticamente a estrutura dessa vegetação. O impacto não se limitou à perda de árvores, mas gerou uma desarticulação duradoura nas estratégias de sobrevivência das espécies e da capacidade destas florestas em se regenerar naturalmente.

Sob pressão climática, Amazônia muda sua estratégia para sobreviver à seca, indica estudo

Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Oxford, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) revela que a Floresta Amazônica vem mudando seu funcionamento nas últimas quatro décadas. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira (4/2), indica que a vegetação está se tornando mais tolerante à seca como resposta direta ao aumento do calor e da escassez de água. Ao revelar esses sinais precoces de transformação, a ciência ajuda a antecipar riscos e orientar ações de conservação para evitar perdas irreversíveis na maior floresta tropical do planeta.

Mineração na Serra do Espinhaço ameaça abastecimento de água, produção de energia e biodiversidade, revelam pesquisadores

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) revela que a expansão descontrolada da mineração na Serra do Espinhaço ameaça diretamente serviços ecossistêmicos essenciais. O estudo científico, que contou com a participação do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), aponta que projetos em estágio avançado ou em planejamento visam áreas estratégicas para a conservação ambiental.

Estudo aponta “Direitos da Natureza” como caminho para blindar litoral brasileiro contra ameaças climáticas e políticas

Diante das ameaças crescentes causadas pelas mudanças climáticas e pela expansão urbana desordenada, um novo artigo científico apresenta uma solução inovadora para o litoral do país. Publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, o estudo defende que reconhecer os ecossistemas costeiros como sujeitos de direitos é uma ferramenta poderosa para fortalecer a governança ambiental e a resiliência dessas áreas.

Estudo propõe estratégia nacional para mitigar impactos de espécies invasoras na biodiversidade brasileira

Um novo artigo científico, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, apresenta um diagnóstico crítico e um plano de ação para a gestão de espécies exóticas invasoras no Brasil. O estudo alerta que, em um país megadiverso, a ausência de uma estratégia unificada frente a essa ameaça biológica compromete não apenas o patrimônio natural, como também impõe riscos severos à estabilidade econômica e à saúde pública nacional.

Estudo revela como solo e pragas influenciam a proliferação de plantas nativas em áreas degradadas

O Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) publicou, nesta segunda-feira (22/12), um policy brief que alerta para a invasão do pinheiro-americano (Pinus elliottii) na Serra do Cipó, em Minas Gerais, e seus impactos sobre a biodiversidade e os recursos hídricos. A espécie exótica, introduzida no Brasil para produção de madeira e resina, é descrita no documento como um invasor muito agressivo, capaz de formar adensamentos que sombreiam a vegetação nativa, simplificam a paisagem e aumentam o risco de incêndios.

Pinheiro-americano avança na Serra do Cipó e acende alerta para perda de biodiversidade

O Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) publicou, nesta segunda-feira (22/12), um policy brief que alerta para a invasão do pinheiro-americano (Pinus elliottii) na Serra do Cipó, em Minas Gerais, e seus impactos sobre a biodiversidade e os recursos hídricos. A espécie exótica, introduzida no Brasil para produção de madeira e resina, é descrita no documento como um invasor muito agressivo, capaz de formar adensamentos que sombreiam a vegetação nativa, simplificam a paisagem e aumentam o risco de incêndios.

Árvore da Mata Atlântica resiste a calor extremo e a solo com rejeitos de mineração, aponta estudo

Uma árvore nativa da Mata Atlântica demonstrou capacidade incomum de sobreviver e se desenvolver em solos contaminados por rejeitos de mineração e sob calor extremo, revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade de Oxford e do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI). A espécie, conhecida popularmente como pitanga-preta e cientificamente como Eugenia florida, manteve alta eficiência fotossintética e ajustou seu metabolismo em áreas impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG), que afetou diretamente a bacia do Rio Doce.

Mariana, 10 anos depois: em carta, cientistas apontam "estado crônico de degradação" na Bacia do Rio Doce

Nesta quinta-feira (27/11), cientistas do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) publicaram a carta “Alerta científico sobre a Bacia do Rio Doce: evidências e ações urgentes para a restauração ambiental, conservação da biodiversidade e serviços ecossistêmicos”. O documento reúne evidências produzidas por um amplo programa de pesquisa e sustenta que os serviços ecossistêmicos, como provisão de água, pesca e produção de alimentos, continuam gravemente ameaçados, dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), afetando diretamente comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais.​​

Edição especial da revista diversus apresenta o Programa de Pesquisa em Biodiversidade durante a COP30

O Centro de Conhecimento em Biodiversidade (ICNT/CNPq/MCTI) lança, nesta terça-feira (17/11), uma edição especial da revista diversus, dedicada ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), iniciativa voltada para o estudo e a conservação da riqueza biológica do Brasil. O lançamento ocorre durante a COP30, em Belém, em um evento especial que ocorre no Auditório do Prédio das Pós-Graduações do Instituto de Tecnologia (PPGITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA), com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Rejeitos de mineração e mudanças climáticas alteram ação de minhocas e travam regeneração florestal na Bacia do Rio Doce, revela estudo

Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), considerado o maior desastre da mineração mundial, ecos do impacto ambiental ainda moldam a bacia do Rio Doce. Um estudo pioneiro, publicado na revista Biological Invasions, evidencia que os rejeitos de mineração, aliados às mudanças nos padrões de chuva, têm alterado as comunidades de minhocas, fundamentais para a saúde do solo, comprometendo a regeneração natural das florestas tropicais.

Restauração do Rio Doce precisa considerar diversidade funcional das matas ciliares, afirmam pesquisadores

As matas ciliares do Rio Doce, um dos principais cursos d’água do sudeste brasileiro, abrigam uma diversidade funcional surpreendente, moldada por variações sutis de solo, clima e chuva ao longo do rio. Um novo estudo publicado na revista Austral Ecology mostra que as árvores dessas florestas seguem estratégias distintas para enfrentar estresses diários e os impactos do rejeito da mineração, revelando que cada trecho do rio possui combinações únicas de espécies adaptadas a condições locais específicas.

“Lei da Devastação”: o retrocesso ambiental que ameaça o compromisso brasileiro com o clima e a biodiversidade

Um novo estudo, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, revela que a Lei nº 15.190/2025, sancionada em 8 de agosto, sob o argumento de “simplificação”, representa um dos maiores retrocessos institucionais da política ambiental brasileira. Conhecida como “Lei da Devastação”, a norma enfraquece instrumentos de controle, reduz a transparência e compromete o cumprimento das metas de biodiversidade e clima assumidas pelo Brasil em acordos como o Acordo de Paris e o Marco Global de Biodiversidade de Kunming–Montreal.

Restaura+ debate memória e reconstrução, dez anos após o desastre de Mariana

Dez anos depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o maior desastre socioambiental da história do Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) será palco de um amplo debate sobre os caminhos da restauração ambiental e social. Entre os dias 4 e 7 de novembro, o Centro de Atividades Didáticas 3 (CAD3), localizado no Campus Pampulha, vai sediar o Restaura+, um congresso sobre restauração ambiental em áreas degradadas por desastres antrópicos.

Milho cultivado em solo contaminado pela lama de Fundão sofre queda drástica na produtividade, revela estudo

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou os efeitos graves e persistentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Dados coletados seis anos após o desastre revelam que o milho cultivado em solos contaminados por rejeitos da lama apresentou uma redução expressiva na produtividade e um desequilíbrio nutricional, mesmo com condições climáticas e de fertilização semelhantes às de áreas não contaminadas.

Nova edição do Warming revela impactos das mudanças climáticas e desafios da restauração ecológica na Serra do Cipó

O Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e o Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração do Campo Rupestre da Serra do Cipó (PELD-CRSC) lançaram a 18ª edição do boletim científico Warming, publicação do PELD-CRSC, dedicada ao monitoramento e pesquisa ecológica dos campos rupestres na Serra do Cipó, em Minas Gerais. A nova edição apresenta pesquisas e relatos que evidenciam as rápidas ameaças sobre a biodiversidade local, resultado de pressões humanas e mudanças climáticas cada vez mais intensas.

Coordenadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade estão em ranking de cientistas mais influentes do mundo

Os professores Geraldo Fernandes (UFMG), Carlos Eduardo Grelle (UFRJ), Guarino Colli (UnB), Gerhard Overbeck (UFRGS) e Fabio Roque (UFMS), coordenadores do Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI), integram a lista dos cientistas mais influentes do mundo, segundo o The World Ranking, classificação internacional criada por pesquisadores da Universidade de Stanford e atualizada recentemente. O levantamento reconhece pesquisadores de diversos países por seu impacto científico global, baseado em critérios que avaliam não apenas o número de citações, mas também a autoria em publicações de destaque e colaborações internacionais.

Parque Estadual do Xingu ganha livro com descobertas científicas e registros inéditos

O livro “Parque Estadual do Xingu: biodiversidade, recursos naturais, importância ecológica e socioambiental”, resultado de uma extensa pesquisa sobre a biodiversidade dessa Unidade de Conservação (UC), foi lançado em setembro, em Cuiabá. A obra foi viabilizada pela parceria do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT), com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e dezenas de outras instituições.

Dia Nacional do Cerrado: desmatamento ameaça futuro do bioma, berço das águas do país

Neste dia 11 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Reconhecido como a savana mais biodiversa do planeta, o Cerrado ocupa 25% do território nacional e abrange 11 estados, formando áreas de transição com quase todos os outros grandes ecossistemas brasileiros. Mas é preciso ter atenção para os riscos que ameaçam sua conservação.

Capim-natal avança na Serra do Cipó e ameaça biodiversidade, alertam pesquisadores

O Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT/CNPq/MCTI) e o Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração do Campo Rupestre da Serra do Cipó (PELD-CRSC) lançaram, na noite de terça-feira (26/8), um policy brief que alerta para a ameaça da expansão do capim-natal (Melinis repens) na Serra do Cipó, em Minas Gerais. A espécie invasora, originária da África, tem avançado rapidamente em áreas abertas, bordas de rodovias e ambientes degradados, comprometendo ecossistemas sensíveis e a biodiversidade local.
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